
Uma das melhores críticas que li sobre O Grande Dia acaba de ser publicada no Instagram por Rone Rione, @cabeça-de-leitor. Aqui está:
“Acabei de ler O Grande Dia, de Pierre Cormon, e fiquei com a sensação de ter atravessado um pequeno universo em poucas páginas. A história é curta, mas cheia de camadas, quase como um desfile de carnaval que, enquanto passa, revela cores, emoções e reflexões inesperadas.
Dividido em três partes, cada uma acompanhando um personagem, Dandara, que vai desfilar no sambódromo pela primeira vez; Tainá, que trabalha nos bastidores da festa, e o Ronaldo que está prestes a se jogar em uma noite tradicional de bate-bola carioca para festejar o carnaval.
A narrativa acompanha um momento aparentemente simples de cada um deles, mas que se transforma em algo muito maior. Ao longo da leitura, senti que o autor brinca com a ideia de jornada interior: o que parece apenas um episódio cotidiano ganha contornos quase épicos, como se cada pequeno gesto carregasse um significado profundo, representando desejo, liberdade, dúvida, medo e transformação.
O que mais me chamou atenção foi o tom poético da escrita. Há uma mistura interessante entre delicadeza e intensidade. A atmosfera carnavalesca não aparece apenas como festa, mas como metáfora: identidade, transformação e liberdade parecem pulsar por trás de cada página.
Durante a leitura, tive a impressão de estar observando uma pintura em movimento, cheia de cores, sensações e símbolos. É um daqueles livros que podem ser lidos rapidamente, mas que continuam ecoando depois que a última página termina.
Uma obra sensível, impactante, carregada de sentimentos e também de críticas sociais.
Daquelas que continuam ecoando muito depois do fim.
O carnaval, aqui, deixa de ser apenas cenário e se torna linguagem. Ele é metáfora de ruptura: das máscaras que usamos, das versões de nós mesmos que escondemos e das possibilidades que emergem quando nos permitimos existir fora das regras habituais.
✨ Pierre Cormon, um autor suíço, nos presenteou com uma belíssima obra puramente brasileira.
Vocês já leram esse livro ou conhecem?”
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Muito obrigado, Rone, pela tua leitura atenta e pela tua perspicácia ao perceber as diferentes camadas do romance!